Os desafios do novo

Dia 16 de novembro agora fez três meses que chegamos aqui no Canadá. É engraçado como o tempo é algo relativo para cada um né? Para mim parece que já estou aqui a um ano, tanta coisa aconteceu… Mas muitos familiares e amigos me mandaram mensagem falando o quanto parecia que tinha sido outro dia. Mas não foi para falar sobre o tempo que sentei aqui para escrever, foi para falar do quanto “o novo” pode ser desafiador as vezes.

Quando começamos a planejar tudo isso procuramos informações em tudo que é lugar, anotamos dicas, valores médios que as pessoas gastavam, o que fazer e o que não fazer… Foram longos meses planejando para que tudo saísse bem correto e não tivéssemos nenhum imprevisto. Que doce ilusão achar que as coisas seriam simples e sairiam como planejado.

Os planos foram por água a baixo logo na primeira semana quando vimos que os alugueis estavam bem mais caros do que havíamos pesquisado e achar um apartamento era uma corrida (quase literal) contra todos e o tempo. E por mais que havíamos assistido todos os videos sobre o assunto no youtube e pesquisado tudo que existia de informação, muita coisa foi diferente. Ninguém te ensina qual o melhor banco, quando pedir cartão de credito, quanto custa e como comprar o ticket do metro, qual produto escolher no meio de tantas opções novas no supermercado.

Mesmo que você já tenha lido de tudo é inevitável você não sentir aquela pressão de “não sei o que estou fazendo, será que tem alguém olhando?”, “se eu errar da para consertar?”, “será que eu preciso dar sinal para o ônibus parar?”. A gente se pergunta tudo nas primeiras semanas, até se pode ou não andar com o cachorro na rua, afinal, país novo regras novas. E aos poucos você vê que nem adianta seguir plano mais, porque tudo aconteceu de forma diferente do que você tinha em mente.

Nessa horas bate aquela tristeza e pensamentos como “porque decidimos isso mesmo” ou “será que fulano tinha razão de isso ser loucura” passam pela cabeça o tempo todo. Cada não ouvido na procura de apartamento, cada dinheiro que gastamos sem estar no planejamento aumentam o desespero de não saber se as coisas vão dar certo. Isso se soma a angustia de estar longe de casa, de não ter os pais ali do lado para pedir ajuda.

Inclusive família nesse periodo nem sempre ajuda. Toda ligação tem aquela famosa pergunta “vocês estão bem?”, “comeram direito?”, “vão sobreviver?”. A gente vê no olhar daqueles que amamos a preocupação com nossa saúde e a incerteza de se eles estão certos em apoiar essa loucura. E as vezes a gente esconde uma decepção ou outra só para não ter que explicar (até para você mesmo) que isso faz parte e tudo na vida é difícil de alguma forma.

Sorrimos, dizemos que está tudo bem, falamos das coisas lindas que vimos por aqui… as vezes amenizamos um probleminha ou outro para não deixar ninguém mais preocupado ou desesperado (que nós mesmos até). Mas quem nunca amenizou algo por amor ou para não preocupar alguém? Isso se soma aos familiares e amigos que só veem as fotos do Instagram e do facebook e acham que a vida aqui está fácil e somos sortudos de viver felizes e sem problemas.

Não me entenda mal, se não fossem as conversas com meus pais e irmãs, as risadas por FaceTime em momentos de festa (mesmo não estando presente fisicamente e não podendo abraçar o aniversariante) as duvidas seriam maiores. São esses momentos que te fazem esquecer por 5 minutos qualquer probleminha que tenha dado errado. Ao mesmo tempo eles são o alívio que te fazem ter forças para continuar e o tormento de ter que explicar porque comeu pizza a semana toda.

O novo sempre dá medo, seja ele de uma pequena mudança ou algo grande como mudar de país e tentar a vida. Aprendemos que muitas contas aqui são pagas por “money order” (um tipo de cheque especial), que aqui se usa só cartão de credito para construir credito no país e conseguir coisas boas futuramente, que dizer “sorry”, “excuse me”, “please”, “i would like” são mais que obrigação e se você não diz é bem feio, que usar guarda chuva em toronto é pedir para o vento quebrar ele… tanta coisa que aprendemos em três meses, e tantas que ainda não descobrimos como fazer.

Cada dia acaba sendo uma aventura e cada nova duvida o medo volta a bater. Mas quem disse que seria fácil? Se está fácil está errado, não é assim? Hoje temos casa, emprego que pagam as contas, amigos novos, experiências incríveis para contar e muitas duvidas. Ainda temos muito que construir, não temos a vida perfeita que queremos (apesar de fotos de paisagens lindas e momentos legais mostrarem isso para quem realmente não sabe do que se passa), mas tudo vem com o tempo, se chegamos até aqui podemos continuar e tentar melhorar sempre. O novo é sempre desafiante, e é ele que está fazendo a gente vencer cada dia e chegar onde queremos, afinal, se não aceitássemos o desafio dessa “nova vida” não estaríamos aqui não é verdade?

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O primeiro beijo

Oi oi gente linda como estão?? Hoje eu tinha programado outro post, mas sabe quando o coração fala mais alto e você muda seus planos?? Então, o post de hoje é assim.

Fazia um tempo que eu queria postar alguns textinhos aqui para vocês, coisinhas bobas que as vezes eu fico pensando ou escrevo. Não sou nenhuma escritora, muito menos uma Bruna Vieira da vida, hahahahaha, mas acredito que todos nós temos palavras que as vezes querem sair de dentro da gente assim, de forma mais bonita.

Ontem eu estava vendo Amor e Sexo, o episódio que perdi de sábado, e fiquei pensando em tanta coisa, no quanto o amor é bonito e o quanto eu gostava de aquele programa pregar aquilo sem preconceitos, sem pudor. Da forma simples que ele é, AMOR!! E é sobre isso o texto de hoje, amor.

O PRIMEIRO BEIJO.

“E aconteceu, molhado, gelado, meio duro, corrido, nervoso. Mas quem foi que disse que não tiveram estrelas e um sorriso que não cabia no rosto?? Primeiro beijo?? Aquilo não foi nada!! Mas foi sim, foi um rito de passagem, foram borboletas no estomago que insistem em ficar até hoje. Ahh, mas ela já havia dado beijinhos quando criança, aqueles de primos, pais, amiguinhos do prezinho… Mas aquele foi O beijo, aquele que mudou tudo, de menina a mulher. Para muitas o primeiro beijo é só algo a ser perdido, virão outros, mais quentes, mais molhados, menos desajeitados, talvez não tão bons… Mas para ela era a certeza que havia sido aquela hora. Nossa, imagina se tivesse sido com aquele amor antigo… não ia ter tido estrelas, mem borboletas…poderia ter sido um beijo mais demorado, mais ensaiado, mas aquele… Aquele tinha sido de repente, entre a vergonha de assumir que era o primeiro e a curiosidade de saber o que era o beijo. E foi assim, o primeiro beijo dela… Corrido, meio gelado, com um olhar timido mas cheio de amor escondido… E foi assim, que um beijo corrido com borboletas e suspiros fez um amor crescer infinito.”

O que eu quero é que vocês lembrem que o amor ele é puro, simples e não tem preconceitos. Acho que a gente está precisando deixar o coração sentir mais, e os olhos julgarem menos.

Quando der e eu ficar inspirada tentarei postar algumas coisinhas que escrever, vou chamar esse quadro de CroniFê, hahahaha.

Espero que tenham gostado =D

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